• André Vendrami

Pega o leque e a chuteira que a Champions LiGay POA chegou


Unicorns, Futeboys e Bulls

Depois do babado que foi a Champions LiGay em terras cariocas em novembro do ano passado, chegou a hora de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, receber a competição. Pois pode ir separando a chuteira, o leque e a animação porque o Unicorns Brazil e mais 11 times já estão praticamente entrando em campo para balançar as redes da Copa mais gay do Brasil.


O evento acontecerá neste final de semana, dias 14 e 15 de abril. Junto conosco, teremos os mineiros Bharbixas, time que levou para casa a Taça Ligay em 2017, e também nossos irmãos paulistas Futeboys, Bulls e Afronte. Mas não para por aí. Também estarão por lá os cariocas BeesCats e Alligaytors, os catarinenses Sereyos, os brasilienses Bravus, os curitibanos Capivaras e os donos da casa, os gaúchos Magia e PampaCats. Bota jogador bonito nisso, viu?


Nosso time jogará pelo Grupo A, confrontando Magia, PampaCats e Alligators nas disputas da primeira etapa de jogos. Os nossos unicórnios vêm se preparando para fazer bonito em campo. Afinal, toda quarta-feira, os nossos jogos/treinos continuam acontecendo. Agora em um novo endereço, próximo ao Parque do Ibiriapuera, no Palhinha Soccer (Av. Pedro Álvares Cabral, 1305 - Vila Mariana).


A PREPARAÇÃO


A equipe Unicorns Brazil chegará a Porto Alegre representada por 16 jogadores, 2 integrantes da comissão técnica e mais de 40 torcedores. E para fazer bonito, os meninos começaram a intensificar os treinos em janeiro. Se o 3º lugar em 2017 foi extremamente comemorado, para 2018 os meninos querem fazer ainda melhor.

“Nossa expectativa para a segunda LiGay está a mil. Primeiro porque tem mais times, uma galera que veio para arrebentar, que se preparou assim como a gente. Depois porque a nossa torcida pode ter certeza de que o time está focado e bem preparado para essa edição”, garante o goleiro Marcos Oliveira.



“Realmente esse terceiro lugar na LiGay RJ foi muito festejado. Nesta segunda edição, a minha expectativa é conseguir levar o caneco para Sampa. Melhoramos o nível dos jogadores e conseguimos treinar mais para o campeonato, então, de uma coisa tenho certeza: não será fácil ganhar dos Unicorns”, confirma o atacante Hick Gouveia.


E se a ideia é trazer o troféu da disputa para a capital paulista, o meia Marcelo Rocha levou a sério o desafio para além dos treinos. “A preparação individual é essencial. Tento fazer um trabalho aeróbico diário para melhorar a aptidão física”, revela o jogador.


O goleiro Marcos também. “Minha preparação para essa edição foi bem mais forte. Tive ajuda de profissionais para melhorar naquilo que estava errando e tentar ajudar ainda mais o Unicorns Brazil”, disse ele que, no Rio, acabou fora da disputa pelo 3º lugar após se machucar e sair de campo aplaudido por todos.


“Foi o momento mais marcante para mim. Ouvir meu nome dito por todos foi realmente incrível. Quando eu vi que não conseguia mais continuar, saí aos prantos pois queria estar ali. Mas, o mais importante foram os pênaltis: a cada gol feito, meus colegas gritavam “esse é para você, Marcos!” e isso me emociona até hoje”, conta o moço.


E cada um conta com a sua técnica, digamos assim, para atrair boa sorte dentro do campo. Marcelo diz não acreditar em poderes sobre-humanos, mas faz questão de entrar com o pé direito enquanto Marcos faz o sinal da cruz nas traves do gol que precisa defender. Já Hick diz que gosta de cumprimentar todos os jogadores da equipe no gramado deixando-os motivados a vencer. Então, que venha logo o final de semana, não é mesmo?


OS RESULTADOS


E se um dos motivos da criação do nosso time foi a homofobia latente nos jogos de futebol heterossexuais, os avanços contra isso já podem sim ser notados. A própria Champions Ligay já é um ótimo exemplo, com toda a repercussão que a primeira edição teve na mídia brasileira e até internacional.



“Acredito muito nesse movimento como um fator positivo na luta contra a homofobia. Acho que o maior benefício disso tudo é que não nos escondemos, não temos vergonha de ser quem somos. Homofobia mata. Jogar futebol é simbólico, porque estamos invadindo um território hétero, um espaço onde o preconceito se mostra de uma maneira ainda mais agressiva. Então, esse é somente um primeiro passo para não precisarmos mais nos esconder também em casa, no trabalho, para podermos viver nossa essência em qualquer ambiente”, destaca Marcelo, que faz parte do Unicorns praticamente desde a sua criação.


Hick complementa o pensamento do amigo. Ele afirma que os resultados dessas pequenas ações já se fazem bastante grandes. “O futebol com times gays está cada vez mais quebrando preconceitos, mostrando que gay também sabe jogar bola e que pode muito bem ser um bom profissional. Inclusive, alguns times gays fazem amistosos contra equipes heterossexuais e jogam de igual para igual”, lembra o jogador.


A CHAMPIONS LIGAY


E se a Champions LiGay carioca foi um sucesso com famílias, festa incrível e, claro, exaltando aquele chega para lá na homofobia no futebol dentro e fora e campo, em Porto Alegre não vai ser diferente. Desta vez, serão dois dias campeonato com direito a muita integração, gols, comemoração e beijo na boca – com certeza.


Quem vai ganhar no fundo pouco importa. O que conta mesmo é a diversão e a liberdade de poder encarar as quatro linhas sem medo, sem ataques e sendo quem a gente é. É claro que o gostinho da vitória todo o mundo quer, mas como a gente sempre diz por aqui, não é preciso ser Messi ou Ronaldinho. Pega a chuteira, o glitter biodegradável, vista o uniforme do seu time do coração e se joga com a gente!


Ligay 2017

A entrada para conferir os jogos vale 1kg de alimento não perecível ou um agasalho. Além disso, após o final dos jogos, duas festas irão animar atletas e torcidas na capital do Rio Grande do Sul. Os ingressos já podem ser comprados neste link.


A Champions LiGay fez História, e como toda ação de sucesso, ela cresceu. Em praticamente seis meses entre uma edição e outra, já temos quatro times a mais. No RJ éramos 8 equipes. Porto Alegre contará com 12 e que a terceira edição tenha ainda mais. E, muito mais que equipes formadas 100% por jogadores homossexuais disputando um troféu, o evento é sempre algo maior que a competição. Nas arquibancadas, pais, mães, irmão e amigos vibrando a drible e incentivando cada atleta e dar o melhor de si. Crianças entendendo desde cedo que o mundo é cheio de diversidade e que respeito e tolerância são as melhores formas de deixar tudo maravilhoso. Esse é o espírito da coisa e é assim que nós, Unicorns Brazil, e mais todos os outros times chegaremos a Porto Alegre nesta sexta-feira. Vem com a gente!

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