• André Vendrami

Hey, We will survive, te garanto!


Em meio a tanta desolação, alguém diz que não devemos perder as esperanças, afinal, é como naquela letra de música famosa “at first, I was afraid, I was petrified” mas o refrão – o futuro – revela que “I will survive! Oh, as long as I know how to love I know I'll stay alive”. Em meio a essa enxurrada de podridão, o amor vai florescer se a gente não se acovardar.

O consolo vem da poesia, que não se pode deixar morrer. Já escreveu Drumond, “o tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera”, mas “uma flor nasceu na rua!”, sim, “é feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio”. Sejamos flor em meio ao concreto, às paredes surdas, lutemos por um lugar ao sol, por manter o lugar que já nos foi dado e é nosso.


Escuta essas palavras de Lady Laura ao ainda menino e inseguro Roberto Carlos. “Me afagando os cabelos, você certamente diria: ‘amanhã de manhã você vai se sair muito bem’”. E vamos! O amanhã renova as energias, dá mais ânimo e força. “Eles não vão nos vencer” e “ninguém vai querer poder nos dizer como amar”. O tempo, meu amigo, “o tempo não para” e nós vamos “dias sim, dias não” sempre firmes e fortes “sobrevivendo sem um arranhão”. Afinal, juntos somos muito mais fortes.


“Hoje eu pude ver de perto que um coração aberto torna tudo mais fácil de acontecer”. Então se prepara, vem aqui fora e observa como “eu abro as asas e preparo a alma pra respirar, pra respirar”. Faz também: inspira, expira, enche o peito e solta bem devagar. Essa onda vai passar, “tenta não se acostumar, eu volto já, me espera”.


Tranquiliza lá em casa, “mãe, fica despreocupada sempre vai se resolver. O que essa noite guarda a gente vai pagar pra ver. Tem perigo por aqui, mas eu sei muito bem correr, se eu me desencontrar a rua vai me proteger”. Vem cá, me dá a mão, vamos nessa seguindo sem medo porque eu já avisei: “não mexe comigo, eu não ando só”, “não ando no breu, nem ando na treva, é por onde eu vou que o santo me leva”.

Nós não cantamos a plenos pulmões que “my persuasion can build a nation. Endless power with our love we can devour: You'll do anything for me!” à toa, certo? Afinal, “who run the world?”, hein? Ah, e eu quero te dizer uma coisa, “I think you'll understand: when I say that something I wanna hold your hand” e juntos vamos atravessar esse mar bravio, chegar à praia. “From this moment life has begun”.


“Só quero te lembrar de quando a gente andava nas estrelas, nas horas lindas que passamos juntos. A gente só queria amar e amar e hoje eu tenho certeza: a nossa história não termina agora, pois essa tempestade um dia vai acabar. Quando a chuva passar, quando o tempo abrir, abra a janela e veja” quanta gente há como nós, esperando por nós. Vamos em frente, que “andar com fé eu vou, que a fé não costuma ‘faiá’”.


“No pido que todos los días sean de sol. No pido que todos los viernes sean de fiesta”. Claro que não, o momento não é fácil, “a crise tá virando zona, cada um por si, todo mundo na lona”, a guerra não está ganha. Mas a batalha também não está perdida. Deixa um pouco isso pra lá, esquece a peleja e descansa. Desliga. Agora eu queria “uma casa no campo, do tamanho ideal, pau-a-pique e sapê, onde eu possa plantar meus amigos, meus discos e livros e nada mais”.


Vem comigo e “imagine all the people living for today”, “imagine all the people living life in peace”, “imagine all the people sharing all the world”. Isso, vai ficar tudo bem, viu só? E para terminar então, eu “quero sua risada mais gostosa, esse seu jeito de achar que a vida pode ser maravilhosa”. E vai ser, bota fé!


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