• André Vendrami

Gay Games Paris 2018 terá atleta do Unicorns na delegação Espírito Brasil

Atualizado: 30 de Jul de 2018



Na próxima semana começa a 10ª edição dos Gay Games. Sediada em Paris, na França, a competição espera receber mais de 10 mil atletas e, pela primeira vez, o Brasil terá uma grande delegação no evento que é considerado a Olímpiada LGBT+. Os jogos, que começam no dia 4 de agosto e vão até o dia 12, terão competidores em 36 modalidades. Entre eles, na delegação Espírito Brasil estarão o nosso unicórnio Marcos Renato Campos, pelo atletismo, e um time de Futebol Society formado por um misto das equipes dos cariocas do BeesCats e dos paulistas do Bulls.


A Espírito Brasil, de acordo com informações da coluna Orgulho em Campo, do jornalista Flavio Amaral – jogador do BeesCats -, os atletas brasileiros representarão o país em modalidades como futebol, vôlei, vôlei de praia, atletismo, esgrima, natação, tênis, remo e ciclismo. No entanto, alguns grupos desportivos como o time paulista de volêi Angels ainda depende de apoio financeiro para poder lutar por uma medalha na Europa. E, para isso, os rapazes e outros esportistas pedem colaborações online para conseguir custear a viagem.


Unicorns Brazil no atletismo

Marcos Renato Campos é bancário, tem 50 anos e morava em São Paulo até pouco tempo. Amante de viagens e esportes, decidiu viajar o mundo com seu marido e, entre as diversões desse tempo curtindo a vida, está sua participação nos Gays Games de Paris. Para o raio-x dos atletas que a coluna Orgulho em Campo, no site Pop Bola da Rádio Globo, vem fazendo, o nosso unicórnio contou que desde 2009 treina corrida atrás de qualidade de vida e, claro, cuidado com a saúde.


Em seu perfil no Instagram (@urso_traveller), ele mostra um pouco de sua rotina de treinos, corridas, funcional e, claro, momentos de lazer porque também é preciso descansar, certo? Marcos, que correu a São Silvestre em 2017, começou a competir no atletismo em corridas de 5 km. Depois buscou metas mais intensas e chegou às meia-maratonas, estreando digamos, oficialmente, no esporte em 2012, quando correu os 21 km na Alemanha. Mas foi em São Paulo, em abril de 2018, que ele completou sua primeira maratona.


"Depois da Alemanha, continuei treinando sem muitas pretensões. Até que em maio do ano passado ingressei no Unicorns e me empolguei novamente. Com a orientação principalmente da Cecília Repetto, mas o ânimo do grupo me fez querer mais e em abril desse ano fiz a primeira maratona completa e logo depois me inscrevi no Gay Games. Nesse tempo com os Unicorns fiz muitos amigos e me animei pra treinar mais, já que o clima de um grupo de diversidade nos deixa mais relaxados e animados", nos contou ele.


Em Paris, Marcos compete no dia 11 de agosto. Será em uma disputa de meia-maratona e ele diz estar orgulho de mais essa conquista. “Participar de eventos como os Gay Games é mostrar para todos, principalmente para as novas gerações, que precisamos ter orgulho de quem somos, que nossa forma de amar é válida, além de poder celebrar o amor e a inclusão junto com nossos iguais do mundo todo. Estou muito animado e feliz”, comemorou.


Além disso, nessa volta ao mundo, Marcos ainda vai correr em outros eventos esportivos. "Vou visitar 70 cidades e tenho treinado sempre nas cidades em que estou. Pretendo fazer outras corridas, como a de Haloween em Miami em outubro", revelou.


BeesCats e Bulls unidos

Da mesma forma que Marcos, os meninos do BeesCats e do Bulls também correram atrás de boa preparação e também patrocínio para custear essa viagem a Paris. Os rapazes que são destaque nas competições brasileiras – os cariocas são vice-campeões das duas edições da Champions LiGay, campeões (2017) e vice (2018) na Taça Hornet da Diversidade, enquanto os paulistas são vencedores da Champions LiGay Porto Alegre e da 2ª Taça Hornet – se juntaram para representar o Futebol Society brasileiro na França.


“Nessa competição, não lutamos apenas por medalhas, mas por inclusão e representatividade, por mostrar que podemos competir em alto nível. A experiência de representar nosso país em uma competição internacional ficará, sem dúvida, marcada em nossa vida. E esse movimento que estamos levando para todo o Brasil é a causa de tudo isso estar acontecendo”, lembra Flávio Amaral, dos BeesCats.


Os Gays Games

As competições dos Gays Games acontecem a cada quatro anos, assim como as Olimpíadas e a Copa do Mundo. A maior competição de esportes LGBT+, embora dedicada à comunidade, não impede que atletas heterossexuais participem do evento, o que consolida ainda mais a proposta de criar um mundo esportivo cada vez mais aberto à diversidade.


Os jogos surgiram em 1982 e foram realizados pela primeira vez em São Francisco, nos Estados Unidos. Depois, ao longo do tempo, várias outras cidades ao redor do mundo os sediaram. Assim como nas Olimpíadas, os Gays Games também têm a tradição do fogo, cuja chama é acesa sempre no começo da competição.


Nesta edição em Paris, na França, a expectativa é que os 70 países participantes levam mais de 10 mil atletas para as competições. Aproveitando o clima da Copa do Mundo 2018 e dos Gay Games, a “Marcha dos Orgulhos” – a Parada LGBT+ da capital francesa – teve como tema a homofobia no esporte, nossa luta também diária por aqui.


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