• André Vendrami

Dia Mundial do Rock: listamos os ícones LGBT+ do ritmo para comemorar a data


Nesta sexta-feira, 13, em todo o mundo comemora-se o Dia Mundial do Rock. O estilo musical agrada multidões e ganhou um dia para chamar de seu. E para comemorar a data, nós resolvemos fazer uma lista destacando ícones LGBT+ do Rock’n’Roll. Afinal, Janis Joplin, Elton John, Billie Joe Armostrong, do Green Day, Cássia Eller, Renato Russo e tantos outros fizeram e ainda fazem história no mundo da música e também deixaram sua marca assumindo sua sexualidade e libertando um pouco mais a comunidade LGBT+ do preconceito dentro da música.


Começando por Freddie Mercury, o vocalista do Queen assumiu que era bissexual apenas um dia antes de morrer, em 24 de novembro de 1991. Embora a imprensa e os fãs soubessem de seu envolvimento com homens e mulheres, o astro de presença de palco e figurino marcantes jamais falou sobre sua sexualidade abertamente antes desse dia.


Assim como Freddie, David Bowie também nunca se rotulou. Mas seu alter ego Ziggy Stardust trouxe à tona toda a sua androginia e bissexualidade para os shows. Há uma história sobre os bastidores do rock na qual Bowie e Mick Jagger, dos Rolling Stones, teriam tido um romance intenso. Mas os rumores nunca se confirmaram, apesar de Angela Barnett, ex-mulher do dono de Heroes, ter dito em um livro de 1993 que pegou o “casal” dormindo junto certa vez.


Há, claro, diversos outros nomes do rock internacional que se declararam gays, lésbicas, bissexuais e afins. Podemos citar a maravilhosa Janis Joplin, que embora tenha se relacionado com diversos homens, também teve vários envolvimentos com mulheres. Elton John, que é casado com outro homem e adotou crianças com ele, também é outro grande exemplo.


Rock brasileiro

No entanto, são pouquíssimos os nomes que ecoam no rock’n’roll tupiniquim. No Brasil, apenas Cazuza, do Barão Vermelho, Cassia Eller, Renato Russo, da Legião Urbana, e Kid Vinil fazem parte da lista de personalidades LGBT+ nesse quesito. Inclusive, Kid Vinil sempre foi absolutamente reservado quanto à sua vida pessoal e só apenas por conta de sua morte é que o grande público veio saber que ele tinha um companheiro. Já os outros três falavam abertamente sobre sua sexualidade, sem tabus.


Abaixo segue a nossa lista dos grandes nomes LGBT+ do Rock:


Cazuza, um dos poucos ícones do rock brasileiro a se assumir gay e militar pela causa seja em suas músicas ou por sua postura diante da sociedade carioca

A lenda Janis Joplin teve relacionamento com homens e mulheres ao longa da vida

Lou Reed contou em entrevistas que sua família o submeteu a "cura gay" - baseada em eletrochoques - quando descobriu que ele transava com garotos. De nada adiantou, o astro continuou bissexual

"Quando você é gorda, mulher e gay, precisa lutar muito para conquistar as coisas, tanto na indústria da música como na vida pessoal", define Beth Ditto, vocalista do Gossip

"Uma coisa é certa, racismo, misoginia, transfobia, homofobia e xenófobos não têm lugar perto do Green Day", declarou Billie Joe Armstrong - que é bissexual - durante a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos

“Eu estava precisando me assumir havia muito tempo. Mas fica aquela coisa, filho de católico, ‘você é doente’ etc. Sei que sou assim desde os 3, 4 anos”, disse Renato Russo, da Legião Urbana, ao se assumir publicamente homossexual em 1990 em entrevista à revista BIZZ

Courtney Love perdeu um namorado depois que afirmou durante uma entrevista que já tinha ido para a cama com a modelo Kate Moss

A homossexualidade de Kid Vinil tornou-se conhecida do grande público quando o cantor morreu, no ano passado. Ele tinha um companheiro com quem viveu junto por 30 anos

Kele Okereke, da banda britânica Block Party, é um das novos nomes do rock integrante da comunidade LGBT+

Laura Jane Grace, do Against Me!, queimou sua certidão de nascimento durante um show: “adeus, gênero!”

Sir Elton John é casado com o diretor de cinema David Furnish. Os dois são pais de dois meninos, Elijah Joseph Daniel (5 anos) e Zachary Jackson Levon (3 anos)

Perry Farrell é vocalista do Jane’s Addiction e idealizador do festival Lollapalooza, já se disse bissexual, mas desde 2013 se considera apenas gay

Hoje com 85 anos, Little Richard sempre foi atormentado por questões religiosas ligadas à sua bissexualidade devida à família cristã e conservadora

"A diferença, hoje em dia, é que não existe mais aquele estereótipo do que deve ser o músico gay. Posso muito bem ser aquele cara que faz música e que, por acaso, é gay", definiu Bob Mould, ex-intergrante do Hüsker Dü e do Sugar, que desde 1990 saiu do armário

Doug Pinnick, baixista do King's X, revelou ser gay durante uma entrevista em 1998. Cristão até então, atualmente o música se diz agnóstico por conta da sua orientação sexual condenada pelas religiões

Roddy Bottum, do Faith No More, falou sobre ser gay em uma entrevista em 1993 e desde então o assunto é frequente em seus bate-papos com a mídia, coisa que ele tira de letra

"A batalha continua por mim, como homem gay. Não vou ser feliz até que eu veja a igualdade em geral. Isso é vital. Eu não penso que é certo que exista um conjunto de regras para um indivíduo e outro conjunto de regras e leis para outro indivíduo. Essa não é a maneira como o mundo deve funcionar", declarou em entrevista ao Noisey o vocalista do Judas Priest, Rob Halford

Jello Biafra, ex-vocalista da banda Dead Kennedys é um grande militante da causa LGBT+ nos EUA. Tanto que, em 1969, chegou a ser candidato a prefeito de São Francisco. Fficou em 4º lugar entre dez candidatos

Michael Stipe, do R.E.M., revelou ser bissexual num bate-papo informal com a revista inglesa Q. “Desfrutei de sexo com homens e mulheres”, contou ele

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